O que considerar antes de adotar um filhote de Spitz alemão para iniciantes

Adotar um filhote de Spitz alemão, também conhecido como Lulu da Pomerânia, pode ser uma experiência incrivelmente gratificante. Sua aparência adorável e personalidade vibrante cativam à primeira vista. No entanto, antes de trazer essa bolinha de pelos para casa, é fundamental que os futuros tutores, especialmente os iniciantes, compreendam as responsabilidades e particularidades dessa raça. Este artigo guiará você pelos aspectos essenciais a serem considerados, garantindo que sua decisão seja bem informada e que a convivência seja harmoniosa e feliz para todos.

A decisão de adotar um cão é, sem dúvida, um marco importante na vida de qualquer pessoa. Contudo, quando se trata de uma raça específica como o Spitz alemão, a preparação deve ser ainda mais minuciosa. Entender o temperamento, as necessidades de cuidado e os custos envolvidos é crucial para evitar surpresas e garantir o bem-estar do animal. Este guia foi elaborado para oferecer um panorama completo, desde o comportamento típico até os cuidados específicos, auxiliando você a dar os primeiros passos com segurança e confiança.

Entendendo a personalidade do Spitz alemão

A personalidade de um Spitz alemão pode surpreender muitos. Embora sejam frequentemente descritos como corajosos e ativos, a vivência com a raça pode revelar nuances interessantes. O Sushi, por exemplo, um Spitz alemão de um ano, demonstra ser extremamente dócil e interativo, características que fogem um pouco do padrão mais introspectivo que a raça costuma apresentar. Enquanto muitos Spitzs tendem a ser mais reservados com estranhos, o Sushi adora atenção e busca interação com pessoas e crianças, necessitando de uma guia firme para não pular em todos que encontra. Essa característica, aliás, exige atenção extra dos tutores, que precisam ter controle sobre seus cães em passeios.

Outro ponto notável é a tendência a ciúmes, comum em alguns cães da raça. O Sushi demonstra isso quando sente que seu tutor está recebendo muita atenção de outras pessoas. Essa possessividade, no entanto, é geralmente passageira em cães bem socializados. No dia a dia, eles podem alternar entre momentos de independência, longos períodos de sono e súbitas demonstrações de carência, buscando afeto. Compreender essas variações é o primeiro passo para construir um relacionamento sólido.

Nível de energia e necessidade de atividades

Apesar de adorarem uma boa soneca, os Spitzs alemães possuem energia para dar e vender, especialmente em momentos de excitação, como ao sair para passear. O Sushi, por exemplo, desce as escadas como um foguete quando a hora do passeio matutino chega. Em casa, porém, sua energia costuma ser mais contida, a ponto de, às vezes, parecer que não há um cachorro presente. Um passeio diário, como o que geralmente é feito com o Sushi, costuma ser suficiente para suprir essa necessidade, mas é importante estar preparado para pequenos surtos de alegria e vontade de brincar, que não chegam a ser incômodos.

A exigência de atividades físicas deve ser compatível com o estilo de vida do tutor. Um Spitz alemão precisa de estímulos diários, que podem incluir caminhadas, brincadeiras interativas e tempo ao ar livre para explorar e marcar território. Ignorar essa necessidade pode levar a comportamentos indesejados por tédio ou excesso de energia acumulada. A chave está em equilibrar os momentos de descanso com a atividade física adequada.

Educação e socialização: pilares para um bom convívio

A educação de um Spitz alemão é diretamente influenciada pela forma como o tutor conduz a relação com o cão. É fundamental estabelecer regras claras desde cedo. Por exemplo, não oferecer comida humana durante as refeições do tutor evita que o cão associe a comida do dono a algo que ele pode pedir, além de criar uma clara distinção entre os momentos de alimentação de cada um. O Sushi, desde filhote, foi ensinado a fazer suas necessidades no tapetinho higiênico, e após uma viagem, passou a preferir fazê-las na rua, o que demonstra a adaptabilidade e a inteligência da raça quando devidamente treinada.

A socialização é outro ponto crucial. Um Spitz alemão bem socializado tende a ser mais confiante e menos propenso a desenvolver medos ou agressividade. Expor o filhote a diferentes pessoas, ambientes, sons e outros animais de forma positiva e controlada, desde cedo, é essencial. Essa prática não só previne problemas comportamentais futuros, como também contribui para que o cão seja aceito em diversos ambientes, como demonstram os tutores que levam seus cães para almoçar em locais pet friendly, com tranquilidade.

Saúde do Spitz alemão: o que você precisa saber

A saúde do Spitz alemão, em geral, é robusta, mas como qualquer raça, possui predisposições. O Sushi, por exemplo, apresentou uma pequena mancha na pele que, após avaliação veterinária, foi associada a fatores emocionais, indicando a sensibilidade desses cães a alterações no ambiente. Isso reforça a importância de um lar estável e carinhoso. Outro cuidado necessário diz respeito à saúde bucal. A falta de escovação regular pode levar ao acúmulo de tártaro e, consequentemente, a problemas como a retenção de dentes de leite, que pode necessitar de intervenção cirúrgica.

Fenômenos como o espirro reverso, comum em cães de pequeno porte, podem assustar tutores de primeira viagem. Caracteriza-se por barulhos de dificuldade para respirar, mas que geralmente são inofensivos e passageiros. É importante observar o comportamento do cão e, em caso de dúvida, buscar orientação veterinária. Manter as vacinas, vermifugações e antiparasitários em dia é, claro, um pilar essencial para a saúde de qualquer cão, incluindo o Spitz alemão.

Alimentação balanceada: a base para um cão saudável

Uma dieta adequada é fundamental para a saúde e o bem-estar do Spitz alemão. A quantidade de alimento deve ser controlada, pois cães dessa raça tendem a ter um peso relativamente baixo. O Sushi, por exemplo, pesa pouco mais de 3 kg e consome cerca de 50g de ração por dia. Quando ele enjoou da ração inicial, seus tutores optaram por uma marca mais nutritiva e palatável, a N&D, que tem menos grãos e mais proteínas, apresentando resultados positivos.

Além da ração de qualidade, petiscos em quantidade mínima e, ocasionalmente, carnes cruas e frutas selecionadas podem complementar a dieta. Frutas como melão, morango, manga, banana e maçã, além de queijo e iogurte (com atenção à intolerância à lactose), são opções. É crucial lembrar que alguns cães podem ter sensibilidade a certos alimentos, portanto, a introdução de novos itens deve ser gradual e em pequenas quantidades. A ração industrializada, quando de boa qualidade, é geralmente a opção mais balanceada, por ser formulada para atender às necessidades nutricionais específicas dos cães.

Cuidados com a pelagem: um compromisso de longo prazo

A exuberante pelagem do Spitz alemão exige dedicação e uma rotina de cuidados consistente. Não se trata de um pelo que se mantém bonito sozinho; a manutenção é essencial. A raça possui uma pelagem dupla, com um subpêlo lanoso que dá estrutura e volume ao pelo externo. O segredo está em pentear regularmente para evitar nós e emaranhados, o que pode ser desafiador e demanda atenção. O uso de rasqueadeiras e certos tipos de escovas deve ser evitado para não danificar o subpêlo.

A busca pelo visual “Teddy Bear” ou a tosa “Boo” é uma tendência, mas nem sempre é a mais indicada para todos os Spitzs, pois a conformação da cabeça e do corpo pode não favorecer o resultado, e a pele sensível pode ficar exposta, gerando riscos de irritação, queimaduras e até alopecia. A tosa higiênica, que envolve aparar os pelos das patas e da região íntima, é importante para a higiene e segurança do cão. Uma curiosidade é que o pelo do Spitz alemão não tem o cheiro característico de cachorro e absorve bem os odores do ambiente, o que pode fazer com que ele permaneça cheiroso por mais tempo sem banhos frequentes.

Higiene e manutenção: rotina para o bem-estar

Os banhos em Spitzs alemães podem ser realizados com shampoos específicos para pets ou, em alguns casos, com shampoos infantis, desmistificando a ideia de que estes são prejudiciais. A secagem completa da pelagem é vital para prevenir problemas de pele. A escovação, como mencionado, deve ser feita com cuidado, preferencialmente com escovas de pinos de metal sem bolinhas nas pontas para não danificar o subpêlo. A tosa higiênica é um procedimento de rotina que visa manter a higiene e prevenir acidentes, como escorregões por pelos compridos nas patas.

A limpeza regular das orelhas e a manutenção da saúde bucal, com escovação frequente dos dentes, são práticas que previnem infecções e outros problemas de saúde. A falta de higiene pode levar a condições dolorosas e de difícil tratamento. Por isso, a rotina de higiene deve ser integrada ao dia a dia do tutor, garantindo que o cão esteja sempre limpo e confortável.

Gastos envolvidos na adoção e manutenção

Adotar um Spitz alemão implica em custos que vão além da própria adoção. A alimentação de qualidade, que pode incluir rações premium, petiscos e, ocasionalmente, suplementos, representa um gasto mensal. A necessidade de vacinação anual, vermifugação, antiparasitários e visitas regulares ao veterinário são despesas fixas importantes. Além disso, custos com higiene, como banhos e tosas (especialmente a tosa higiênica e a manutenção da pelagem), produtos de higiene e, em caso de necessidade, tratamentos veterinários emergenciais, devem ser considerados.

Itens essenciais como comedouros, bebedouros, coleiras, guias, camas e brinquedos também representam um investimento inicial. A duração desses itens varia, mas alguns precisarão de reposição ao longo do tempo. É prudente planejar financeiramente para cobrir não apenas as despesas corriqueiras, mas também imprevistos que possam surgir, garantindo que o animal tenha sempre os cuidados necessários para uma vida plena e saudável.

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